Civilização Persa

Os persas se estabeleceram mais ou menos em 550 a.C. na região leste da Mesopotâmia onde hoje se encontra o Irã, entre o mar Cáspio e o Golfo do México.

Boa parte desse povo veio da Ásia Central e da Rússia na intenção de encontrar terras férteis para se dedicar a agricultura e ao pastoreio.

Eles dividiam as terras, a cultura e o língua com os Medos, que por muito tempo exerceram domínio sobre a civilização persa, por meio da cobrança de impostos, eles também possuíam um exército e uma estrutura política muito forte.

Assim o até então atual príncipe da Pérsia, Ciro, O Grande, decidiu organizar um plano que o fizesse dominar toda a mesopotâmia, porém ele não reprimia a cultura e língua dos povos que eram dominados apesar da sua ambição de dominação expansionista.

Ciro ainda dominou a Lídia, a Fenícia, a Síria, as regiões gregas da Ásia Média, a Babilônia e a Palestina, além dos semitas e hititas da Mesopotâmia Central.

Assim, composto por toda a Ásia Menor e parte do Oriente Médio, foi formado o Império Persa como ficou conhecido.

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Morte de Ciro

Após a morte de Ciro, Cambises continuou expandindo o território persa dominando as o Egito em 525 a.C. na batalha de Pelusa.

Nesta época, o Mar Negro, o Cáucaso, o mar Cáspio, os desertos da África e da Arábia, o golfo Pérsico, a Índia e grande parte do Mediterrâneo oriental já faziam parte dos domínios da Pérsia, Cambises ainda planejava tomar Cartago.

Porém uma luta interna por poder encerrou seus planos o que tornou Dario o novo Imperador.

Ele era um parente distante de Cambises e através de uma aliança com setores fortes da nobreza conseguiu por fim tomar o trono e reinar no lugar de Cambises.

Dário I

Dario I também continuou o legado de Ciro dominando mais territórios, assim, devido ao crescimento cada vez mais maior do território, o imperador sentiu necessidade de adotar um sistema de organização mais eficiente.

Desta forma ele criou as Satrapias, que era subdivisões do território que contavam com a administração de um Sátrapa que exerciam o controle de domínio dos povos, vigiando e punindo os que desobedeciam as ordens do imperador, eles também eram conhecidos como “Olhos e Ouvidos do Rei”.

Os povos eram livres para ter sua própria cultura e leis, porém deveria pagar impostos e servir ao exército persa.

Religião

A religião persa era o zoroastrismo que acreditava que as forças do bem e do mal estavam constantemente em luta, o deus que representava o bem era simbolizado pelo elemento fogo, Ormuz; o deus do mal era Arimã, que era representado pela figura de uma serpente.

Segundo a crença, o imperador era quase um deus, pois estava no poder por causa de vontade de deus.

Dario queria ainda conquistar a Grécia, mas falhou em Atenas em 490 a.C.

Na batalha de Maratona, precedido por seu filho Xerxes que continuou tentando derrotar a Grécia mas acabou sendo vencido em 480 e 479 a.C. nas batalhas de Salamina e Plateia.

Após tantas derrotas, as províncias aproveitaram o enfraquecimento do império e começaram a realizar rebeliões o que fez a luta interna por poder aumentar significativamente o que culminou na morte de Dario III, último representante persa e no domínio da Persa por Alexandre, o Grande chegando ao fim do poderoso Império Persa.

Fonte: historiageral.org

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